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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Aí você acorda, olha o tempo, se olha no espelho com aquela cara de quem só queria mais uns minutinhos de sono,mas enfim se arruma. Faz tudo que tem que fazer,mesmo reclamando, porque sabe que a vida não vai afrouxar nem um pouco se você deitar e dormir. Um dia a vida passa, já não somos mais crianças, o que queremos afinal ?
Talvez o que queremos realmente não seja tão importante,mas o que precisamos vai ser sempre imprescindível diante de qualquer conquista por melhor que seja. Uns minutos de sossego, um abraço apertado de alguém distante, as risadas com os amigos, um chopp descontraído no fim de semana, aquela reunião de família no almoço de domingo ou até mesmo ler um livro.
Somos a geração que abriu mão de algumas coisas básicas e mesmo assim importantes, pra ser tudo o que a geração anterior não pode ser e por pressão social de ter que ser alguém na vida, sempre em busca de algo mais, a melhor universidade, o melhor curso, o melhor emprego... Será que somos os melhores pra nós mesmos? Uma geração recém saída do ninho que quer correr antes de aprender a engatinhar, que quer tudo, quer o mundo e tudo isso antes dos vinte e tantos anos.
Talvez a pergunta a ser respondida seja: " O que te faz feliz?" em vez de "O que eu quero ser?"
Somos da geração de amizades virtuais, amores descartáveis, que quer a todo custo estar entre os melhores sempre, que desaprendeu a ser feliz de forma natural, mas pior do que não ver o outro, é não ver a si mesmo!



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